
Träume
Por: Psycho.
Hi5
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Personagens: Bill Kaulitz: Vocalista dos TH, um eterno sonhador que acredita que amor verdadeiro existe. Anseia por encontrar a sua cara-metade. Será que o seu se tornará realidade?
Psycho Cupcake: Chama-se Joana, mas a maior parte das pessoas trata-a por Ju ou Psycho. Têm quase 18 anos. É a devoção e o orgulho em ser Fã dos TH que a caracteriza. O seu maior ídolo é o vocalista da Banda. Sonha com o verdadeiro amor, com alguém que a complete.
Tom Kaulitz: É o grande apoio do irmão. Não consegue perceber pelo que Bill está a passar, apenas sabe que o irmão está a sofrer.
Georg Listing e Gustav Schäfer: Têm um papel mais secundário em toda a história. Aparecem enquanto membros da Banda.
5º Capitulo
Olhava-a agora deitada na cama. Adormecera nos seus braços e assim permanecera. Era assim que queria ficar eternamente, ela eternamente sua.
Não conseguira dormir. Os seus pensamentos haviam-no consumido durante toda a noite. Pensara em deixá-la ali, naquele quarto de Hotel, sem despedidas, nem adeus sofridos. Mas não o fizera. Chorara durante algum tempo, as suas lágrimas caindo no rosto dela. Sentia-se preso, encurralado entre desejos e vontades e a sua própria realidade.
Escrevia. O sol entrava pelas janelas do quarto, anunciando o começo de mais um dia. Psycho dormia ainda tranquilamente.
Começara a arrumar as malas. Sabia que dali a pouco tempos os rapazes apareceriam para abandonarem o Hotel, em direcção ao aeroporto. Pegara no papel que havia estado a rabiscar, pô-lo dentro de um envelope e colocara-o dentro do bolso das calças.
Aproximara-se dela e beijara-lhe levemente a face. Ela começara a despertar, abrindo um olho de cada vez.
- Bom dia. – disse ele sorrindo.
Psycho sentara-se na cama. Esfregara os olhos insistentemente, de modo a acordar.
Compreendia perfeitamente que aquele sorriso não era mais sentido. Bill sorria de forma a prender dentro de si a angustia que o atormentava.
Psycho sorriu também. Beijara-o.
Ali estava ele, sentado de cócoras no chão, a sua cabeça no colo dela. Nenhum deles pronunciara qualquer palavra.
O silêncio fora quebrado por alguém que batia insistentemente à porta do quarto. Bill correu apressadamente para abri-la, deixando-a entreaberta.
- Até que enfim. Já viste que horas chão? – disse Tom sorrindo.
- Vamos tomar o pequeno-almoço, vens? – perguntou Georg.
- Não, tenho ainda umas coisas para arrumar, como depois. – respondeu.
- Vê lá, despacha-te! Tom, nós vamos indo para baixo. – disse Gustav.
Georg e Gustav dirigiram-se para o elevador. Bill encostara a porta do quarto e saíra para o corredor.
- Então? – perguntou Tom.
- Então o quê?
- Deves pensar que ando a dormir. Ontem dei por chegares tarde e além disso ouvi vozes, não apenas a tua. A não ser que agora fales sozinho e imites pessoas… - disse ironicamente.
- Não tinhas de ir tomar o pequeno-almoço ou assim? – contrapôs.
- Bill, não tornes as coisas mais difíceis, não só para ti, para os dois. Eu e os rapazes saímos daqui a meia hora. Tens de estar lá no máximo daqui a duas horas. Não te atrases.
Tom piscara-lhe o olho deixando-o sozinho no corredor.
Os rapazes já haviam abandonado o Hotel em direcção ao aeroporto. Bill esperava agora na recepção pela carrinha que o levaria ao seu destino.
Psycho descera. Bill fitava o vazio.
Aproximara-se.
- Não precisas de vir… - balbuciou calmamente, dando pela sua presença.
- Não é a mim que me cabe decidir isso. A decisão é tua. – respondera.
Abraçara-a.
- Está na hora. - disse.
Fizeram o caminho em direcção ao aeroporto em completo silêncio, ambos perdidos nos seus pensamentos, antevendo possivelmente o desfecho daquele dia. Entraram no recinto e dirigiram-se para a Porta de embarque. Bill agarrara-lhe a mão, tentando não perde-la no meio de toda aquela multidão.
O aeroporto estava caracteristicamente caótico, pessoas e bagagens circulavam apressada e incessantemente de um lado para o outro. Aqui e ali assistiam-se a despedidas, emoções que transpareciam indubitavelmente, reencontros que o coração ansiava há tanto.
Tom, Gustav e Georg encontravam-se já dentro do avião. Dezenas de Fãs estavam presentes para vislumbrarem pela última vez os seus ídolos. Algumas haviam já partido, satisfeitas apenas pelo facto de terem visto três dos rapazes. Outras tantas mantinham-se nas redondezas, esperando ansiosamente por Bill que, estranhamente, não tinha vindo com o resto da banda.
Pararam ambos junto à porta de embarque, passando despercebidos. Psycho fitara o chão, incapaz de o olhar nos olhos.
- Olha para mim, por favor… - implorou-lhe ele, soluçando.
Levantara-lhe o rosto, as lágrimas correndo pela sua face.
- Como é possível que neste momento as minhas palavras de nada sirvam? Que por mais que procure dentro de mim, nada vai mudar tudo isto? Há momentos na vida em que simplesmente devemos deixar que o silêncio fale ao coração. Há sentimentos que a linguagem não expressa e há emoções que as palavras não sabem traduzir. E este é um deles.
- As palavras já pouco significam. O teu silêncio sempre me bastou, ontem, hoje e amanhã. Acreditarei na tua palavra mesmo que não me seja possível escutá-la. Porque é apenas nos teus olhos que consigo ver a verdade, que me mostras a luz. Não te posso pedir o mundo, nem ilusões. Alimentaram-me toda a vida com estas, fazendo-me crer que seriam realidade. Não te posso pedir que fiques, não te posso pedir que ames para além dos teus limites. Posso-te pedir apenas que me leves contigo…no coração, na alma, de qualquer jeito. Que não me deixes aqui, não nos deixes. Que cumpras com as tuas promessas, que não sejas tu o próprio a deixar passar o tempo e a guardar tudo isto na caixinha das memórias…
Agarrara-a fortemente, chorando no seu ombro. Não conseguira pronunciar mais nenhuma palavra, choravam ambos, perdidos nas suas emoções e sentimentos.
Uma voz ecoara por todo o recinto.
- Ultima chamada para o Voo com destino a Madrid.
Olhara-a pela última vez. Psycho chorava, a sua cabeça encostada ao tronco dele.
- Não me deixes ir. – pediu-lhe baixinho.
Psycho acenou negativamente com a cabeça. Beijara-o. Bill tirara do bolso um envelope. Entregara-lho.
- Essas serão as palavras que escutarás quando os nossos olhares não mais se cruzarem. Essas sim, serão passado, presente e futuro.
Beijara-a. Correra para a porta de embarque. Detivera-se. Psycho mantinha-se imóvel, olhando-o.
Antes de desaparecer Bill gritara:
- Amo-te.
Sentara-se no chão, chorando. Olhou para o envelope que ainda tinha nas mãos. Tirara a folha de papel que se encontrava lá dentro e começou a ler.
“Tudo muda. Tudo tem o seu princípio e fim, tudo começa e acaba. Nada é infinito. O tempo tudo destrói, é armadilha.
Um dia tudo passa, tudo acaba, tudo se vai...Somos todos meros mortais, destinados a nascer e a morrer.
Tu fizeste-me simplesmente viver, amar, sentir. E o fim parece agora distante, o tempo pouco importa e efémeros jamais serão os sentimentos.
Porque metade de mim é ausência e a outra és tu.
Amo-te”
Próximo Capitulo publicado dia 10 de Setembro 2008.
ild <3